Esperança Através das Lágrimas • Isabella Oliveira
Quando o assunto é abuso sexual, o clima pesa. Um elefante branco é plantado na sala, a conversa é velada, as pessoas ficam constrangidas e, normalmente, pouco se fala. É por isso que eu quero começar te dizendo que, se você não é alguém que sofreu esse tipo de abuso, você, com certeza, conhece alguém que já passou por isso...
Quando o assunto é abuso sexual, o clima pesa. Um elefante branco é plantado na sala, a conversa é velada, as pessoas ficam constrangidas e, normalmente, pouco se fala. É por isso que eu quero começar te dizendo que, se você não é alguém que sofreu esse tipo de abuso, você, com certeza, conhece alguém que já passou por isso.
Na minha experiência — e escutando inúmeras mulheres e homens que já foram abusados —, eu posso te dizer com toda a certeza: a maioria dos casos — principalmente os que ocorrem na infância e adolescência — acontece dentro de casa, e os abusadores são tios, avós, babás, vizinhos, primos, amigos de irmãos, padrastos, madrastas e, inclusive, pais — como foi o meu caso. Mas os abusos sexuais não acontecem somente na infância e adolescência, e quando se chega à vida adulta, os abusadores mais próximos passam a ser, até mesmo, namorados e chefes, por exemplo.
E eu não estou te contando isso para te fazer ter medo, ou pensar que não pode confiar em ninguém, porque este extremo não é uma verdade — e nós também vamos falar sobre isso. Eu decidi começar te contando isso para te mostrar que esse trauma está mais próximo do que você imagina — e em mais lugares do que você imagina —, e ele precisa ser enxergado, citado, tocado e curado. E, sim, isso é possível, é possível viver uma vida livre e saudável — sexual, psicológica e emocionalmente —, mesmo depois de se ter sofrido um abuso deste tipo. Existe, sim, esperança através das lágrimas.
Continuar lendo
Pagamentos via pix ou cartão de crédito.